Poema de aço-Charles Magalhães Dedeco
Poema de aço
Mar de gente decora a rua
Gente que vive a luta
Poema de aço
Feito de temporal
É o sal da terra
Que não habita em jornal
O poema que fabrico
Tem vontade de fazer livro
Tem Deus no atrito
Tem poema contrito
Um poema feito de carne e sangue
É um poema que não é iludido
Parem as maquinas!
O poema de aço não cai mais na sua lábia.