Poesia concreta-Charles Magalhães Dedeco

 Poesia concreta

 

Fiz o cimento da minha poesia

No velho lamento

Da minha alegria

Sou triste

Sou alegre

A poesia vive e me segue

Na cidade e na favela

Faço progresso

Não admito retrocesso

Minha poesia

Ou ama, ou grita

Ou nunca foi poesia

Eu como sou poeta

Levo a arte desconexa

Sem sentido eu sigo

O livro precisa se libertar

Minha amada, amar é desejar

A poesia nasce para nos esquentar.

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